sexta-feira, 11 de maio de 2012
DANÇA DAS HORAS
As horas num vaivém em contratempo
O mesmo ciclo dançam noite e dia;
Os pés rebatem ritmos de folia
Enquanto valsa lento o pensamento.
A vida, João de Deus, é uma nuvem
Que voa alto e ninguém alcança;
Levamos pela mão uma criança
Sempre a sorrir aos sonhos que lhe fogem.
Quantas canções de esperança entoei!
Quantos momentos foram adornados
De engano e fantasia! E sonhei...
Da vida tenho inteira consciência.
Mas do bem e do mal e dos meus fados
Que falem outros sobre a minha ausência.
Abel da Cunha
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